terça-feira, 17 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Premiados
PREMIADOS
Proveniente
da Austrália, o Concurso Canguru Matemático sem Fronteiras, é realizado
atualmente em 47 países e promove a divulgação da matemática, constituindo um
complemento a outras atividades, tais como as Olimpíadas. Portugal, participou
pela primeira vez em 2005 e a sua organização está a cargo do Departamento de Matemática
da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra com o apoio da
Sociedade Portuguesa de Matemática.
Tendo como objetivo, que os alunos se divirtam a resolver
questões matemáticas e que percebam que conseguir resolver os problemas
propostos é uma conquista pessoal muito recompensadora, a nossa Escola,
participou com 22 alunos, tendo os premiados ficado bem posicionados a nível
nacional.
Estão de parabéns, a
Joana Veríssimo do 8º1ª, que conquistou o 1º lugar na categoria
"Benjamim", a Inês Almeida, do 9º1ª, que obteve o 2ºlugar na
categoria "Cadete" e o Lucas Lima do 9ºCE, com o 3º lugar, também na
categoria "Cadete".
| Fotografia realizada pelo Profº Rafael Pacheco |
1ª - É uma pergunta
comum, mas quando soube que ganhou o 1º lugar no Concurso Canguru Matemático,
na nossa Escola, o que é que sentiu?
Joana: Senti-me feliz, mas nunca fui com a ideia de ganhar.
O meu objetivo era aprofundar os meus conhecimentos e fazer uma coisa que
gosto.
2ª- Já tinha concorrido alguma vez a este ou a
outro concurso matemático?
Joana: Sim. Às olimpíadas da matemática, o ano passado.
3ª- O que a fez concorrer ao Canguru?
Joana: A motivação dos meus colegas e o meu gosto por
matemática.
4ª - Sendo uma boa
aluna a matemática, que conselho daria aos seus colegas, para adquirirem um bom
desempenho nesta disciplina?
Joana: Na minha opinião, matemática não se estuda. Por isso
acho que basta estar atento, nas aulas, para entender a matéria.
Joana, agradecemos a sua disponibilidade e em meu nome, em
nome dos professores de matemática e dos alunos desta escola desejamos-lhe as
maiores vitórias e felicidades para o seu futuro.
Parabéns aos Vencedores e um Bem-haja a
todos pela Vossa Participação!
Profª Susana Martin
Tenreiro
domingo, 8 de junho de 2014
O número 3
"...Na Antiguidade, o número 3 era considerado como símbolo da criação perfeita e da unidade divina. De facto, é como se no interior do homem existisse uma tendência para agrupar as conceções da mente em tríades; por exemplo, tendemos sempre a repetir um esforço três vezes antes de desistir. Nos anais mais antigos encontram-se muitas referências a esta estrutura ternária: três tesouros, três vozes, três admoestações, três provas, etc.
Para os gregos, o 3 era o primeiro número ímpar e masculino (considerando que a unidade era mais um princípio do que um número). O 3 é também o primeiro número triangular. Estes números triangulares, ou as suas imagens geométricas sob a forma de uniões entre três pontos, proporcionam o princípio geométrico de formação e crescimento de todas as figuras regulares planas de duas dimensões e sólidas de três dimensões. Os gregos associaram-no ao triângulo, devido ao facto de se tratar de uma figura geométrica com três lados e três ângulos.
Por outro lado, o 3 é um número omnipresente nos relatos mitológicos da Aniguidade: por exemplo, existem três Fúrias nas regiões infernais, três Moiras, três Graças....
...No Antigo Egito, os deuses ou entidades com propriedades divinas agrupavam-se em tríades... Já no Génesis(18:1-19) se fala de três anjos que tomaram a forma humana e apareceram a Abraão. Mas é no final do Talmude que proliferam as referências ao 3, podendo ler-se o seguinte: " Os nossos rabis ensinaram que o Santíssimo, bendito seja, todos os dias chora por três tipos de pessoas: pelo que pode estudar a Torá e não o faz; pela que não tem capacidade suficiente para estudar o Torá e, apesar disso, o faz; e pelo governate que governa a comunidade com prepotência." No mesmo livro diz-se ainda: " Há três pessoas que o Santíssimo, bendito seja, louva todos os dias: o solteiro que vive numa grande cidade e não peca; o pobre que devolve um objeto perdido ao seu dono; e o rico que paga os dízimos sem se gabar". O 3 também está presente quando se trata de distribuir castigos e recompensas: "Todos os que descerem ao inferno subirão, exceto três, que descerão mas não subirão. Estes três são:o que comete adultério com a mulher casada; o que envergonha o seu próximo em público; e o que usa para o seu próximo um apoio insultuoso"...
.... Na liturgia e doutrina cristã, o 3 é um número de sorte e cheio de significações. Três são os elementos da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e o Espírito Santo; os pecados principais: avareza, luxúria e orgulho; e as três formas de pagamento: jejum, esmola e oração; as pessoas ofendidas pelo pecado: Deus, o próprio pecador e o seu vizinho; os graus de penitência: contrição, confissão e expiação; as virtudes teologais: fé, esperança e caridade; Os inimigos da alma: o demónio, o mundo e a carne; e foram três as vezes que Pedro renegou Cristo, para dar exemplos de referências trinitárias que aparecem já no cristianismo primitivo.
No mundo Celta, as tríades e a triplicação surgem contínuamente. As coisas são perguntadas três vezes, as deusas apresentam-se de três em três... acredita-se que o número 3 reforça o seu poder...
Para os celtas, três vezes a idade do cão é a idade do cavalo; três vezes a idade do cavalo é a do homem; três vezes a idade do homem é a do veado; Três vezes a idade do veado é a da águia...
É possível que por trás da tríade, que se encontra praticamente em todos os povos, esteja o esquema da família: pai, mãe e descendente ("três formam uma sociedade" era uma máxima jurídica baseada no direito romano). Talvez também uma forma de pensar em ciclos de três: princípio, meio e fim; ou tese, antítese e síntese. O fato é que o 3 é um número de extraordinário dinamismo e riqueza simbólica..."
Números Notáveis
Lamberto del Cid
quinta-feira, 5 de junho de 2014
(Di) Visões por Miguel Abreu - A matemática numa Reunião de E.E.
Artigo de Junho de 2014
Um familiar escreveu-me a relatar um episódio que teve lugar na mais recente Reunião de Encarregados de Educação dos alunos da turma de um dos seus filhos. Ilustra bem como saber (resp. não saber) usar alguma matemática pode simplificar (resp. complicar) a vida de qualquer um. Com a devida autorização, aqui fica o texto que me enviou.
"A certa altura, foi realçado o facto de as notas do 3º período serem resultado de toda a avaliação do ano. Em todas as disciplinas, a nota do 3º período resulta de uma média ponderada de todas as avaliações ao longo do ano. Em todas as disciplinas excepto a Filosofia, fomos informados.
Em Filosofia é diferente. A nota do 1º período resulta das várias avaliações feitas nesse período. A nota do 2º período resulta de uma média entra a nota do 1º período e a média das avaliações feitas no 2º período. E a nota do 3º período resulta da média entre a nota do 2º período e a média das avaliações feitas no 3º período.
Os vários encarregados de educação ficaram perplexos. Uma mãe afirmou que, assim, a nota do 1º período contaria muito mais, visto que “entrava 3 vezes” nas contas. Fiquei um pouco confuso e, numa folhinha de papel, tentei organizar ideias.
Se as médias das avaliações feitas em cada período fossem representadas respectivamente pelas letras A, B e C, então as notas de cada período seriam:
- 1º período = A
- 2º período = (A+B)/2
- 3º período = [ (A+B)/2 + C]/2 = A/4 + B/4 + C/2
Ou seja, na nota final do 11º ano de Filosofia, o trabalho feito no 3º período conta o dobro do que o trabalho feito em qualquer um dos outros dois períodos.
Tentei explicar aos outros pais este facto, mas olharam para mim como se eu fosse estranho. Como é que as avaliações do 3º período poderiam contar mais, se a nota do 1º período “entrava mais vezes” nas contas?
Tentei então explicar e comecei “bem, se as avaliações do 1º período forem A, as do 2º forem B e as do 3º forem C, então…” mas perdi-os entre o B e o C.
Desisti."
Artigo de Junho de 2014
Texto de Miguel Abreu - Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática
Um familiar escreveu-me a relatar um episódio que teve lugar na mais recente Reunião de Encarregados de Educação dos alunos da turma de um dos seus filhos. Ilustra bem como saber (resp. não saber) usar alguma matemática pode simplificar (resp. complicar) a vida de qualquer um. Com a devida autorização, aqui fica o texto que me enviou.
"A certa altura, foi realçado o facto de as notas do 3º período serem resultado de toda a avaliação do ano. Em todas as disciplinas, a nota do 3º período resulta de uma média ponderada de todas as avaliações ao longo do ano. Em todas as disciplinas excepto a Filosofia, fomos informados.
Em Filosofia é diferente. A nota do 1º período resulta das várias avaliações feitas nesse período. A nota do 2º período resulta de uma média entra a nota do 1º período e a média das avaliações feitas no 2º período. E a nota do 3º período resulta da média entre a nota do 2º período e a média das avaliações feitas no 3º período.
Os vários encarregados de educação ficaram perplexos. Uma mãe afirmou que, assim, a nota do 1º período contaria muito mais, visto que “entrava 3 vezes” nas contas. Fiquei um pouco confuso e, numa folhinha de papel, tentei organizar ideias.
Se as médias das avaliações feitas em cada período fossem representadas respectivamente pelas letras A, B e C, então as notas de cada período seriam:
- 1º período = A
- 2º período = (A+B)/2
- 3º período = [ (A+B)/2 + C]/2 = A/4 + B/4 + C/2
Ou seja, na nota final do 11º ano de Filosofia, o trabalho feito no 3º período conta o dobro do que o trabalho feito em qualquer um dos outros dois períodos.
Tentei explicar aos outros pais este facto, mas olharam para mim como se eu fosse estranho. Como é que as avaliações do 3º período poderiam contar mais, se a nota do 1º período “entrava mais vezes” nas contas?
Tentei então explicar e comecei “bem, se as avaliações do 1º período forem A, as do 2º forem B e as do 3º forem C, então…” mas perdi-os entre o B e o C.
Desisti."
terça-feira, 27 de maio de 2014
Premiados
Premiados 2014
Concurso Canguru Matemático Sem Fronteiras
Concurso Canguru Matemático Sem Fronteiras
1º Joana
Veríssimo (8º1ª)
Categoria
Benjamim
2º Inês
Almeida (9º1ª)
Categoria Cadete
3º Lucas Lima
(9ºCE)
Categoria Cadete
Consulta o site, http://www.mat.uc.pt/canguru/ e sabe qual a tua posição a nível nacional.
Participaram
3 alunos na Categoria Benjamim, 6 na Categoria Cadete, e 13 na Categoria Júnior.
Parabéns a Todos pela Vossa Participação!
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