quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Exposição



 

“Exposição de Matemática”


 
Decorre entre 8 e 16 de janeiro, nas instalações da Biblioteca da Escola Secundária de Fonseca Benevides, a exposição de matemática, Sempre Houve Problemas”.





Nesta exposição, está patente o carácter “lúdico na pedagogia medieval”.

O uso do lúdico como instrumento pedagógico, remonta há muitos séculos atrás. Já Alcuíno, (735), filósofo e pedagogo britânico, diretor de um local de ensino criado no palácio de Carlos Magno (742-814), tinha como norma pedagógica,  “deve-se ensinar divertindo”, para “aguçar a inteligência”. Os seus problemas refletem todo um conjunto de enigmas e gracejos como:


Um boi que está arando todo o dia, quantas pegadas
 deixa ao fazer o último sulco?

Resposta: nenhuma, pois as pegadas do boi são apagadas pelo arado que passa depois.


Ou em problemas ainda hoje utilizados nas nossas escolas:


Um homem devia passar, de uma margem a outra margem de um rio, um lobo, uma cabra e uma couve. E não pôde encontrar outra embarcação a não ser uma que só comportava dois entes de cada vez, e ele tinha recebido ordens de transportar ilesa, toda a carga. 
Diga quem puder, como fez ele a travessia?


Resposta: Todos estavam na margem direita do rio. O homem leva primeiro a cabra e deixa na margem esquerda. Volta para a margem direita e pega a couve e volta para a margem esquerda. Deixa a couve e volta para a margem direita com a cabra, deixando-a e voltando para a margem esquerda com o lobo. O lobo ficará com a couve na margem esquerda e o homem voltará a pegar a cabra na margem direita.


Também com, São Tomás de Aquino (1225-1274), o caracter lúdico da pedagogia medieval está presente: “O brincar é necessário para a vida humana”. Tal como é necessário o repouso corporal para retemperar forças, também é preciso repousar a alma, o que se consegue pela brincadeira.

O “Tractado Darysmetica” de Gaspar Nicolas (1519) natural de Guimarães, foi o primeiro livro de matemática editado em Portugal, a introduzir o sistema de numeração árabe, isto é a numeração de posição e o primeiro que ensinou as regras de cálculo do sistema referido. Contudo, já evidenciava



o carácter lúdico de alguns problemas, também presentes em algumas outras obras de vários autores nomeadamente na de Bento Fernandes em “Tratado da Arte de Arismética” (1555).

Gaspar Nicolas não deduz as soluções dos problemas que considera e não emprega a arte algébrica; enuncia-os, indica as soluções e verifica-as, sem dizer o modo como as obteve. Um dos seus problemas lúdicos e patente na nossa exposição é o seguinte:


“ Um homem foi de Lisboa a Belém e levava dinheiro, não sabemos quanto, e na venda de Santos dobrou o dinheiro que levava e gastou 10 e ficou-lhe ainda dinheiro e em Alcântara dobrou o dinheiro que levava e gastou 10 e ficou-lhe ainda dinheiro, e em Belém dobrou o dinheiro que levava e gastou 12 e ficaram-lhe 3 reais. Ora eu pergunto: quanto dinheiro levava este homem?”


Tente resolvê-lo. A solução é 9,5 reais.


Agradecemos à associação de professores de matemática, que promove a cultura científica, a oportunidade que nos deu em presentear os alunos da Escola Secundária de Fonseca Benevides, com esta exposição.



 Profª Susana Martin Tenreiro

                                                                                    Para saber mais consulte:

                                                                  O Lúdico nas aritméticas do século XVI

                                                                                                            Conceição Almeida  Universidade do Minho

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Exposição




“Exposição de Matemática”




 Problemas do Séc. XVI
Nesta exposição, está patente o carácter  lúdico na pedagogia medieval

8 de janeiro - 16 de janeiro

BiBlioteca
ESFB
Resolve um dos problemas de forma criativa, 
colaca-o na urna e ganha prémios.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014



"Educação: inquietações e esperanças", por Dr. Fernando Carneiro.
Data provisória: 4 de Março (14h30m, no Auditório da Biblioteca)

"A educação como sistema de poder e opressão, gera sistemas de inclusão e  exclusão, como mecanismo reprodutivo de uma visão do mundo que triunfou em determinada sociedade. Importa assim conhecer os sistemas alternativos e concorrentes, pensando na dicotomia dos modelos formais e informais de educação e em que medida existe uma comunicação mais ou menos assumida entre os mesmos  - As hierarquias na educação- Socialização e educação-  o cidadão como veículo de educação- O problema das instâncias de certificação- A globalização entre a perigosa normalização e a possibilidade de uma contribuição democrática e ecuménica - O prazer e a violência de aprender- O  melting pot do New Age.-  O direito à diferença e o seu factor de exclusão - Cultura de elite e cultura de massas -  O culto do ego e a falência das ideologias."